Como Rebaixar Carro Dentro da Lei e Não Ser Multado? Principais Normas e Cuidados


Se você é daquelas pessoas que adoram personalizar seu veículo de várias maneiras, saiba que as leis vigentes restringem uma série de medidas, podendo render multas para quem levar a iniciativa para frente.

Isso porque algumas alterações feitas no veículo podem comprometer a segurança. Por isso, são proibidas pela legislação de trânsito. Quem fica responsável por definir o que pode ou não ser feito, é o Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Portanto, neste post você vai aprender como fazer o rebaixamento do seu carro dentro da lei e evitar problemas.

Acompanhe!

O que são carros rebaixados?

Um carro rebaixado é aquele que tem a carroceria (estrutura que envolve o chassi) mais próxima do chão em comparação com veículos normais, ficando praticamente colado às rodas.

A suspensão é o que controla a distância da carroceria em relação ao solo. Por isso, amortecedor, braços e molas são altamente exigidos nesta ligação com a roda. Dessa forma, há uma diminuição dos impactos e a geração de certa estabilidade.

Por isso, alguns elementos da composição do carro, como o formato da suspensão, devem ser levados em consideração antes de fazer o rebaixamento.

É importante ressaltar que os carros rebaixados não são feitos pelas montadoras, quem quiser fazer essa modificação precisa procurar um mecânico.

O que as leis de trânsito dizem sobre rebaixar o carro?

A legislação de trânsito, por meio da Resolução nº 479/14 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), deixa clara a possibilidade de alteração no sistema de suspensão de veículos.

Há, contudo, procedimentos a serem adotados ao escolher fazer essa alteração.

Segundo o Anexo da Resolução CONTRAN nº 292/08, os tipos de veículos que podem ter seu sistema de suspensão alterado são:

  • Automóveis de passageiros;
  • Camionetas mistas;
  • Caminhonetes de carga;
  • Caminhonetes especiais;
  • Utilitários mistos.

Assim, motocicletas, caminhões e ônibus não podem ter modificações na suspensão.

Além disso, a nova resolução do Contran passou a determinar o limite de 10 centímetros do chão, medindo a parte mais baixa do veículo.

Vale lembrar que os pneus e as rodas não podem encostar em outras partes do carro em nenhum momento do esterçamento.

Como rebaixar carro com segurança?

Ao esterçar o veículo, é muito importante garantir que as rodas e os pneus estão seguindo o posicionamento correto, além de respeitar os 10 centímetros propostos.

Depois de verificar o posicionamento de todos os itens, você deve entrar em contato com o Detran para apontar todas as mudanças no veículo.

Dessa forma, o órgão cobrará uma taxa para regularizar a situação. Depois do pagamento, a nova formatação do carro será considerada de forma oficial. É preciso verificar os valores de acordo com o estado em que você circula com o seu veículo.

Com a parte legal acertada, você precisa de uma certificação do INMETRO para que o seu carro possa circular tranquilamente. Você consegue este certificado em oficinas oficialmente profissionais. Eles deverão ser os responsáveis pelo rebaixamento do veículo.

Fechando as regularizações, o Detran cede um certificado de segurança para o veículo poder circular sem questionamentos. Todos os passos ficarão registrados nas observações apontadas pelo CRLV.

Vantagens e desvantagens

Existem vantagens e desvantagens de carros rebaixados. Veja:

Vantagens:

  • Deixa o veículo mais estável
  • Fica esteticamente bonito
  • Custos da manutenção são baixos
  • Veículo personalizado de acordo com o desejo do dono

Desvantagens:

  • O motor dura menos
  • Podem ocorrer problemas na suspensão devido às alterações
  • Gastos com regulamentação do veículo
  • Carro pode perder valor na revenda

Multas

Ao fazer o rebaixamento de forma incorreta, você pode ser multado. Como se trata de uma infração de natureza grave, o motorista terá de pagar R$ 195,23.

Quanto aos pontos registrados na sua CNH, serão cinco, segundo o artigo 259.

Porém, é possível recorrer utilizando argumentos que estão inseridos na atual legislação, desde que o seu carro esteja comprovadamente dentro das normas apontadas.

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