Saiba o Que Leva Seu Veículo a Ser Guinchado e Como Proceder Nessa Situação


Você sabe o que pode levar o seu veículo a ser guinchado?

Em grande parte das vezes, isso acontece porque o carro foi estacionado em lugar proibido, mas esse não é o único motivo que leva ao guinchamento de um automóvel.

Existe uma série de infrações de trânsito que podem ter como consequência a remoção do veículo, segundo o CTB.

E para recuperar o veículo, não basta apenas pagar multa e taxas, mas também acertar eventuais pendências do automóvel.

Caso isso acontece, você sabe como proceder para recuperá-lo?

Neste artigo, vamos ajudar a esclarecer tudo o que você precisa saber sobre veículos guinchados.

Confira!

Remoção de um veículo: o que é?

A remoção de um veículo é uma das medidas administrativas previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mais precisamente em seu Artigo 271.

Quando um automóvel (ou outro tipo de veículo) é removido, ele será encaminhado para um depósito fixado pelas autoridades de trânsito competentes e, como estipula o CTB, só poderá ser liberado após o pagamento de taxas, que incluem eventuais multas e as despesas referentes à remoção e ao período de estadia do veículo.

Caso exista a necessidade de realizar algum reparo, a liberação só acontece quando tais reparos forem feitos.

Por que guincharam o meu carro?

Na maior parte das vezes, um veículo é guinchado por estacionar em local proibido ou de maneira irregular.

Segundo o artigo 181 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), os casos de irregularidade são os mais diversos. Parar muito longe do meio fio, na calçada, na contramão, ao lado de outro carro em fila dupla, em guia rebaixada ou em frente a uma garagem são algumas formas de cometer a infração.

Ignorar placas de sinalização também pode apresentar riscos. Estacionar em áreas de carga e descarga, em locais fora do horário permitido ou em vagas destinadas à idosos ou deficientes sem a identificação de permissão necessária são mais exemplos do que pode levar ao recolhimento do automóvel.

É importante ressaltar que, se o motorista estiver dentro ou próximo do veículo no momento em que a autoridade de trânsito notifique a infração, a situação pode ser resolvida na hora com a liberação da área.

Como saber que o carro foi guinchado?

Logo após a remoção, a autoridade responsável coloca um cavalete no local em que estava estacionado, informando do ocorrido.

Junto ao aviso, há um telefone no qual o motorista pode ligar para obter mais informações. Em algumas cidades, é possível consultar sobre a situação do automóvel através do site da prefeitura local.

Além disso, em até dez dias é enviada uma notificação ao endereço vinculado ao cadastro da placa do carro.

O que devo fazer para retirá-lo?

O resgate do veículo só pode ser feito pelo proprietário ou por um representante legal, desde que não haja nenhuma restrição como bloqueio judicial ou administrativo registrado no cadastro do automóvel.

É necessário comparecer ao Departamento do Atendimento a Multa de Trânsito da sua cidade, portanto o certificado do registro de licenciamento do veículo atualizado e RG, ambos acompanhados de uma cópia simples.

Quanto devo pagar?

Para que a liberação do veículo ocorra, é importante que não haja nenhuma multa ou parcela do IPVA pendente. Assim, o primeiro passo é quitar qualquer débito que possa existir.

Outro valor a ser pago é o da diária do pátio no qual o carro fica retido, que funciona como um estacionamento.

A remoção também é cobrada e os preços podem variar de acordo com o estado e o órgão que efetua a cobrança.

Após o pagamento das taxas, é necessário comparecer ao pátio com a liberação fornecida para retirada do veículo, juntamente com o certificado de registro e licenciamento de veículo e uma identificação estabelecida pelo DAT.

O que acontece se o veículo não for retirado?

Conforme previsto no CTB, se a retirada não for feita em até 60 dias, o veículo será leiloado.

Como recorrer?

De acordo com o Artigo 271, quando o guinchamento se dá de forma indevida, o condutor tem direito a recorrer e a ser ressarcido por todos os custos que bancou.

Além disso, é importante ressaltar que a remoção do veículo não deve ocorrer caso os problemas possam ser sanados no próprio local da infração.

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